Chernabog e o lado negro da arte e vida

Na imagem Majestic Chernabog de Fantasia.

Recentemente redescobri a música Uma Noite no Monte Calvo (Иванова ночь на лысой горе) de Modest Mussorgsky (embora se conheça mais a versão feita por Rimsky-Korsakov). Eu tinha conhecido essa música pelo filme Fantasia, sendo a penúltima música e aquela que me deixava com tanto medo quando era criança (mas eu gostava das asas de Chernabog). Meus traumas de infância.

Mas é uma ótima música! Eu gosto dela.

O que me fez lembrar como eu gosto de coisas sombrias. Tenho certo gosto por arte, histórias e personagens sombrios.

Também sou atraída por coisas tristes.

Isso não quer dizer que não gosto de coisas alegres e brilhantes. Também gosto de coisas que me fazem rir (embora tenha reservas quanto ao tipo “besteirol”). Mas talvez eu prefira as sombrias ou tristes (ou que sejam tendenciosas para esses lados).

Talvez o lado negro da arte me faça ver o lado brilhante da vida.

Ou eu sou só uma pessoa sombria mesmo.

De certo modo as coisas sombrias me parecem mais próximas da realidade do que as coisas “brilhantes”. Há uma certa sobriedade na melancolia, enquanto a alegria (ou a euforia) parece meio bêbada.

Mas certamente nesse mundo existem vários lados, e eu tento contemplar várias deles. Histórias que consigam ser engraçadas, trágicas, rotineiras e épicas são das melhores.

Apesar da minha tendência negativa, espero que consiga escrever histórias que mostrem vários lados. É algo complexo, mas a vida é complexa, embora simples (a antítese). E esse “lado negro” faz parte.

Fonte da imagem

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2 thoughts on “Chernabog e o lado negro da arte e vida

  1. Eu acredito, depois de lendo esse texto, que esse trabalho com o blog será excelente para você. Agora cercada de pessoas que fazem um esofrço enorme para serem ~positivas~ me peguei pensando no porquê da minha incomodação com uma atitude louvável, e você descreveu perfeitamente: a alegria as vezes parece bêbada, enquanto a melancolia sóbria. Existe uma sensação de que estamos vendo o mundo “como ele é” enquanto os otimistas estão se enganando. hahaha soa tolo, mas eu fico feliz que minha irmã entende perfeitamente como me sinto.
    Continue escrevendo, tem sido um prazer ler seus textos!

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  2. Concordo com vc Ana Lu. Os sentimentos “bêbados” e não reais que alguns acreditam ser alegria nao tem nada de verdadeiros. A melancolia é mais sóbria e com certeza mais real. O meio termo entre eles para mim é a solução para o problema da maioria das pessoas que se iludem desejando a felicidade extrema que não existe (ao menos não neste mundo).

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