Cansaço e infelicidade

Tristeza do Inside Out. Parece que eu tenho muito dela na minha vida.

Parece que o que me sinto mais inspirada para falar é reclamar e me lamentar. Não queria fazer tantos posts de lamentação, mas pelo menos assim posto alguma coisa. Vou fingir que isso é um processo catártico ou algo do tipo.

Nos dias que estava deixando esse post como rascunho, passei por algumas pequenas crises. Estou relativamente melhor agora. Não é como se minha tristeza tivesse algum maior significado, visto como é passageira e não vai me levar a tomar qualquer medida extrema. De qualquer modo, o meu estado emocional pode ser definido em grande parte como cansada, agoniada ou apática.

Nunca fui a alegria ambulante, mas parece que meu nível de infelicidade anda maior que o de costume. Não sei se é pela universidade, falta de sono, efeitos ainda da solidão pós-saída-de-manas. Mas creio que muito do meu cansaço é mais um problema emocional que devido às atividades que faço.

Quando era mais nova senti um grande alívio ao perceber que eu não tinha a obrigação de ser feliz. Pra sociedade não importa muito seus sentimentos enquanto você se manter funcional, e a tal busca pela felicidade é algo impossível de se alcançar plenamente. Mas tanta infelicidade torna tarefas do cotidiano um verdadeiro suplício.

Não me considero uma pessoa com tanto direito a ser infeliz. Não tive maiores tragédias em minha vida . Mas infelicidade não é algo tão racional. Ao ver grandes artistas como pessoas frequentemente problemáticas eu tentava me consolar pensando que isso fazia parte de minha vida de futuras realizações. Mas é mais provável que eu seja só uma pessoa problemática que não faça nada de mais na vida.

Nas minhas crises depressivas de adolescência eu ficava pensando como não há nada que sei fazer direito. Ainda concordo parcialmente com isso, só não vale a pena ficar pensando nisso. A dica que me dou para evitar momentos de depressivos é não pensar. Mas eu penso demais.

Num momento depressivo o ser humano parece bem distante do conceito de animal racional. Há uma grande distância entre saber o que deveria estar fazendo e fazê-lo. Por enquanto, acho que cuidar um pouco da saúde, arranjar atividades que me relaxariam e tentar estabelecer uma rotina melhor de estudo e descanso seriam métodos de tentar melhorar um pouco meu estilo de vida. Mas a determinação pra mudar parece tanto ou mais rápida que as crises.

Às vezes eu queria a ajuda de alguém, mas também penso que ninguém pode me ajudar. Não é possível entender 100% os sentimentos de outro, e mesmo que entenda não quer dizer que você possa ajudar. O que frequentemente se quer é alguém para ouvir seus problemas, mas a não ser que a pessoa esteja sendo paga para isso é difícil encontrar muita disposição para isso.

Minha mania ruim de falar com pessoas aleatórias como estou cansada pode ser devido a uma logorreia, por que em meu egocentrismo o assunto que estou mais interessada é como estou me sentido ou por que eu quero que os outros sintam compaixão de mim para ser de alguma forma justificada  em minha tristeza injustificável e me sentir menos miserável na minha existência.  Esse post pode ser motivado por um ou mais desses três.

Outra coisa que quero é simplesmente a licença pra parar de me esforçar ou me livrar da vida que tenho. Mas reconheço que sou uma das pessoas mais preguiçosas, irresponsáveis e de fraca determinação que conheço. Meu cansaço é mais por pensar em trabalhar do que de fato trabalhar, e querer me livrar das mínimas responsabilidades que tenho só atesta quão ruim eu sou.

Parar tudo e sair andando pelo mundo é uma coisa que parte de mim gostaria de fazer. Mas eu nunca viajei sozinha e mal tenho coragem pra fazer qualquer coisa sozinha, e fazer uma pequena caminhada na praia sem ter limite de até onde andar e quando voltar foi o pináculo de minha liberdade. Sou daquele tipo de covarde que quer fugir, mas nem tem coragem suficiente pra enfrentar a consequência de fugir.

Às vezes eu queria poder ser identificada com algum transtorno psicológico para ter um motivo para ter problemas. Assim poderei passar de rótulos mais genéricos como problemática para uma doença de respeito. Isso sou eu novamente querendo justificação, e não é como se o rótulo fosse solucionar meus problemas.

Por enquanto, parece que estou conseguindo me fazer dormir mais. Verei como me saí nas provas e estou tentando avançar na monografia. Alimentação é algo que ainda não sei se devo corrigir. Sei que não tenho como me consertar definitivamente, mas posso tentar deixar minha vida menos desnecessariamente desagradável. E assim continuarei pelos próximos não sei quanto anos de convivência comigo mesma.

Fonte da imagem

 

 

 

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